O Director Regional do Banco Mundial para Angola, Burundi, República Democrática do Congo e São Tomé e Príncipe, Jean-Christophe Carret, destacou a liderança e ambição como aspectos positivos do Programa de Fortalecimento da Protecção Social – KWENDA.
Para o responsável do Banco Mundial, o KWENDA é um projecto ambicioso que combina políticas de combate à pobreza e traz uma inovação tecnológica muito grande que será bastante importante para projectos futuros.


Jean-Christoph enalteceu, igualmente, a criação do Mecanismo de Salvaguardas Sociais e Ambientais, responsável pelo atendimento das reclamações. “Um projecto tão grande como este tem que assegurar que ninguém se sinta excluído e os que sentirem que os seus interesses não estão a ser tidos em conta, apresentem as reclamações”, salientou, antes de concluir: “liderança e ambição é o que notei neste projecto”.

Jean- Christoph confessa não ser comum a forma como este Programa de combate à pobreza está a ser levado a cabo, como esclarece: “Uma coisa que constatei cá e que não tenho visto em muitos países onde trabalhei, tem a ver com o sentido de posse. Conseguimos sentir que tanto a comunidade, as autoridades e a liderança que é empregue neste projecto, as pessoas sentem que o projecto é seu, o que é muito importante. Sinto que ganhei novas energias depois de tudo o que constatei deste projecto”.
O responsável falava durante e depois do encontro entre as delegações do Banco Mundial e do FAS, no Huambo, a 26 de Fevereiro de 2021, no qual esta agência angolana de combate à pobreza, na presença da Governadora Provincial, Lotti Nolika, esclareceu como tem gerido o KWENDA, explicando todas as fases percorridas para o cadastramento e pagamento dos Agregados Familiares beneficiários.


O FAS é uma agência governamental, dotada de personalidade jurídica e autonomia financeira e administrativa. Em coordenação com outros programas de combate à pobreza, contribuir para a promoção do desenvolvimento sustentável e redução da pobreza, focalizando a sua acção na demanda da comunidade, dirigindo as suas acções ao investimento social nas áreas de educação, saúde, água e saneamento, infra-estruturas económicas e ambientais. A sua intervenção regista-se nas dezoito províncias, através de escritórios províncias. A implementação dos programas sob sua responsabilidade conta com o suporte financeiro de diferentes fontes, entre os quais, dotações do Governo de Angola, créditos do Banco Mundial, doações da União Europeia e de outras instituições.